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Edilson Barros

O cantor cearense é o idealizador do projeto No Alpendre Lá de Casa, proposta musical com canções sobre as dificuldades da vida no semiárido.

Tecendo (Edilson Barros e Flávio Passos)

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TECENDO A GENTE SE VAI,
PONTEANDO AQUI, ACOLÁ.
POR MAIS QUE O VÉU ESTEJA RASGADO,
É PRECISO COSTURAR!


É hora de levantar, dar as mãos , romper barreiras,
E descobrir que não estamos sozinhos.
Juntandoforças, levantando nossas bandeiras,
E a gente vai tecendo caminhos (bis)


Virtude é cuidar da vida para não ser engolido,
Pelo sistema que invade e nos satura.
Em comunidadeconvivendo, se acolhendo.
E a gente vai tecendo a ternura (bis)


Retalhos de nossa história, memória e resistência,
Com muito amor, dia e noite na labuta.
E com paixão, temos fé é certa a vitória.
E gente vai tecendo a luta (bis)


Este aconchego é tão bom, este encontro é uma beleza.
Sonho lindo criança, esperança que se faz.
Neste País, justiça será fortaleza.
E gente vai tecendo a PAZ (bis)


A Feira (Edilson Barros e Teresinha Lima)

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Hoje é dia de feira
da Agricultura familiar. (bis)
Espaço de compra e vendaEdilson Barros
Muita coisa boa de todo lugar.

Tem galinha caipira,
Carneiro, bode, perú,
Cheiro verde, mel de abelha,
Macaxeira e beijú.
Tudo coisa natural,
Acredite com certeza.
Bom para nossa saúde,
Agradece a natureza

Tem o nosso artesanato,
Queijo, nata e mamão,
Rapadura, mungunzá,
Peixe, fava e feijão.
Uma nova economia,
Grande troca de saber.
E assim vamos criando,
Novo jeito de vender.

Para isso acontecer,
Teve muita parceria,
Cada um e cada uma,
Com a sua autonomia.
Um sonho de muita gente,
E um grande mutirão.
Pouco, a pouco organizando,
A rede de produção.

 

Água Benta (Edilson Barros, Heriberto Silva e Flávio Passos)

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Água pra beber
Água pra cuidar
Água, vida para todos.
Água não pode faltar.

Cuide da sua cisterna
Das aguadas, do riacho.
Se você fizer queimada
Vai poluir o espaço
Na camada de ozônio
Aumenta mais o buraco

Não derrube o juazeiro,
Sabiá, nem o ipê.
Já dizia o Padre Cícero
É melhor obedecer.
Preserve o olho d’água
Pra não desaparecer

Não jogue o lixo na rua
Junte para reciclar
Pois a água quando vem
Leva tudo que encontrar
Poluindo os açudes
Subsolo, rio e mar.

Obrigado Deus da vida,
Salve tua criação.
Enquanto a água bendita,
Transforma, fecunda o chão.
Tudo que respira e grita,
Canta tua louvação.


Água Pura (Edilson Barros e Teresinha Lima)

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Lá no pé daquela serra tem um olho d’água,
Encanto da natureza, dessa região.
A gente precisa cuidar. Você sabe disso.
Senão ele desaparece,
O mato não cresce,
E os bichinhos não tem água pra beber.

O olho d’água vai devagarinho,
Molhando a terra pra vida brotar.
Ouça! Ele canta bem baixinho,
Passarim desce do ninho pra se refrescar,
Fonte de vida, olho de água pura,
Cerca, fogo, ambição,
Vivem a te ameaçar.
Nascente limpa da Mata Branca,
Sua correnteza, não podem parar.

Ai, ai, ai,
Que saudades dessas águas,
Que eu matava minha sede,
Lá no pé da serra da Ibiapava.


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